Dormindo na cama dos pais. Cama compartilhada, pode?

26.03.2018

 

Adaptado da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

     

Compartilhar ou não compartilhar, eis a questão! Como em tudo na maternidade, quando o assunto é dividir a cama com os filhos, não existe consenso . Existe o que funciona para cada família, sempre levando em conta a segurança da criança. É um fator cultural. Em muitas culturas o dormir no mesmo ambiente não traz tantos transtornos como na nossa sociedade moderna ocidental.

 

 Para muitos a  cama compartilhada é uma realidade desde o nascimento.  “Eu tinha muito medo de que acontecesse  algo e não ouvir, não acordar. Então, até os 2 meses, ela dormiu no carrinho, grudado na minha cama. Quando completou 3 meses, comprei um berço portátil, mas logo ela foi para nossa cama e não saiu mais. Nos apegamos muito e seguimos assim”, conta uma mãe. Apesar do desconforto muitos pais dormem acampados na cama do casal. Não raro o pai acaba saindo da cama e vai dormir em outro lugar.

 

 Em outros casos, a cama compartilhada nunca foi uma opção. "Meu filho , hoje com 4 anos, sempre dormiu no berço, no quarto dele, desde que chegou da maternidade. “Tinha medo de machucá-lo enquanto dormia, sabia que os índices de morte súbita eram maiores na cama compartilhada, então, optei por colocá-lo no berço e monitorá-lo pela babá eletrônica, com vídeo e áudio”, lembra outra mãe . Na opinião dela, a cama compartilhada interfere na intimidade do casal e na qualidade do sono. “Quando as crianças ficam maiores, nos chutam, nos empurram e ninguém dorme direito. Acho importante cada um ter sua cama”, diz.

 

Não precisa de correria, nem desespero. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que o bebê durma durante a noite no quarto dos pais até a idade de 6 meses, sempre  em berço próprio. Depois, em berço no quarto do bebê. “A literatura científica demonstra que a cama compartilhada aumenta o risco de Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL). No ambiente da cama compartilhada, os bebês podem ser expostos a sufocamento pelos travesseiros e lençóis dos pais ou mesmo pelo contato com o corpo deles em sono profundo”, A SBP  ressalta que quando um dos pais é obeso, tabagista ou usa medicações que interferem no sono, o risco de dormir sobre o bebê e sufocá-lo aumenta muito.

 

 Não precisamos ser radicais, quando a criança já esta um pouco maior, e já transita mais solta na casa, as vezes vem por volta das 6 horas da manha para pegar "um cheirinho" . Aproveitem esta oportunidade, que ninguém é de ferro e curtam seus filhos.

 

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